quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Adoramos o TUTU de Carrie!

O Tutu do genérico do "Sexo e a Cidade", manteve-se intocável durante seis temporadas, é hoje uma peça icónica no roupeiro de Carrie Bradshaw e sabe-se custou apenas 5 dólares. Patricia Field, a quem o elenco deve muito do seu "glamour" encontrou casualmente a peça num showroom, quando procurava "looks" para os créditos iniciais da série Havia uma caixa de roupa pousada no chão, cujo o preço em euros não ultrapassaria os 4, e no meio de uma "salada" de roupas, encontrou o que viria a ser o tutu de Carrie. 

 
Aliás, Sarah Jessica Parker,  ficou extasiada com o achado de Patricia , ao que parece a produção não morreu de amores pela saia de folhos em tule. Motivo pelo qual se filmaram  quatro opções diferentes, de guarda roupa, para o genérico inicial. A insistência de ambas foi tal e o tutu venceu, foi até recuperado para o primeiro filme como um essencial a manter no guarda roupa de Miss Bradshaw.

Patricia Field, mulher atenta ao que a rodeia, inspirou-se nas correntes usadas pelos jovens dos bairros sociais. Arriscou, reproduzindo uma réplica com o nome Carrie e tornar-se-ia absolutamente essencial para compor a personagem. Sarah Jessica Parker, uma vez mais em sintonia com a stylist, desenvolveu uma série de outras ideias que se tornariam "must-have" para qualquer fã da série.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

«A Kinky teddy bear »

A última tentação cinéfila «Ted».  Um teddy bear, ganha vida, graças ao  pedido natalício de uma criança . Até aqui parece um típico filme infantil ... No geral não é. Embora com o rápido crescimento dos putos de hoje, já nem sei o que dizer!
O Teddy acompanha a evolução do dono . Já trintões, vivem como dois amigos.  Com brincadeiras, vícios, hobbies, conversas ....whatever ...
É daqueles filmes que se ama ou odeia .  Não existe meio termo.
Os que seguem a série norte- americana «Family Guy», fazem parte dos que amam, pois o filme é na maioria feito (a voz) pelo o mesmo da série, Seth MacFarlane...
O elenco de apoio é também o da série sendo a excepçao Mark Wahlberg,  interpreta o dono do urso.
A ideia de associar um brinquedo caracteristicas unicamente humanas . Vícios como o sexo, a bebida, drogas, pornografia, heróis de acção como é o caso do Flash Gordon, defeitos  como  preguiça ou egoísmo,  mas também qualidades, amizade e amor pelo outro ...
O resultado é bastante  divertido e soltamos umas boas gargalhadas, pelo ridículo da história, ou pelas próprias personagens ...
Uma das mensagens do filme é a auto-critica ao capitalismo e ao « american life style»  ....  aliás também ela presença constante na série ...

Assim fica o convite ... Aproveite descubra a que grupo pertence .... Se efectivamente não gostar, provavelmente nunca mais olhará para um Teddy da mesma maneira .....

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Alguém viu Miss Monroe nos últimos 50 anos?

»»»Parte I

Marilyn desapareceu há 50 anos mas continuamos a ouvir falar dela como se estivesse entre nós. E está, as estrelas não morrem, os ícines permanecem para a eternidade e as revistas adoram-na. A nossa humilde homenagem a uma das "bem amadas" cá da casa e algumas das capas de revista mais interessantes.... 

O Meu Cogumelo Mágico: # Gatinhos: Marlon Brando


Deveras  irreconhecível ....

Fonte: O meu cogumelo mágico

domingo, 5 de agosto de 2012

Just Meryl



Houve um dia que a Cláudia me perguntou se tivesse escolher uma actriz, quem seria? E dei por mim a dizer Meryl Streep.



Apesar de não ser uma das actrizes com mais sex-appeal, para mim é a mais talentosa. Ainda tinha os meus 12 anos, quando vi no canal 1, Kramer contra Kramer. Fiquei fascinada com o desempenho da mullher que passa por um processo de separação, e que luta pela guarda do filho. Mas este não foi o primeiro filme dela. A primeira película foi Julia, em 1977 (no ano em que nasci). Desde então, a norte-americana entrou em filmes, entre os quais: A Casa dos Espíritos, As pontes de Madison County, A morte fica-nos tão bem, Mamma Mia, O Diabo veste Prada, ou A Dama de Ferro. Não estão aqui referidos todos os filmes de Meryl, mas as películas revelam que é uma actriz versátil, e que consegue calçar o sapato de qualquer pessoa. Para mim, qualquer filme de Streep, há cunho especial, e mesmo um filme que pareça ser mau, ela consegue dar uma roupagem para que o espectador se vislumbre.


O meu vislumbre e filme de eleição, As Horas. Para mim, a obra está bem conseguida, a Meryl Streep é a Virginia Dalloway. E em paralelo, temos a Virginia Woolf (Nicole Kidman) a escrever o livro Mrs Dalloway, e a Laura Brown (Julianne Moore) a ler o livro. O filme começa com este paralelismo destas três personagens. Por vezes, dou por mim a ser Mrs Dalloway, a dizer pela manhã, Acho que vou comprar umas flores. Talvez um dia concretize essa vontade, e colocar uma jarra cheia de flores campestres na minha mesa fictícia. Isto para dizer que, tenho o meu lado de Meryl. Ou seja, quando crescer, quero ser como a Meryl Streep. Olhando para trás, e ver os sucessos e as desilusões no quadro da vida. E perceber o quanto sou versátil perante as adversidades da vida, com um sorriso muito peculiar.

sábado, 4 de agosto de 2012

Parabéns, Zeca!


...Parabéns atrasados. 

Zeca nascia em Aveiro, 2 de Agosto em 1929. 
Num blog, trendy, escrevo sobre uma das figuras menos "cool", de sempre, mas explica-se o facto pela sua obra intemporal, a que nunca se atribuirá o selo de "produto da moda". O Zeca era precisamente o anti-herói, e se tinha uma imagem de marca, óculos de massa, cabelo encaracolado, semblante carrancudo, dizem os seus amigos, um bom camarada cheio de noias e paranoias. Numa excelente reportagem da revista Blitz, revisita-se o homem, e guarda-se o mito, património nacional, gostemos ou não.


Eu, por exemplo não gostava. As inclinações políticas do trovador, incomodavam-me profundamente. detesto política, muito menos quem a canta ou faz dela um modo de ganhar a vida e o Zeca, embarcava no pacote dos meus "ódios de estimação". Talvez a culpa de tudo isto, o meu pai, durante anos um comunista convicto de índole agressiva, amargando-me qualquer coisa que tivesse ligações à esquerda conservadora. Depois há determinados géneros musicais, só poderemos entender com a maturidade, portanto seria estranho ouvir como hoje as suas músicas. A voz que reconheço como frágil, dócil, capaz de embalar, contador de histórias, tantas vezes focando-se nas mulheres, as de calcanhar rachado, pele fustigada, rugas cravadas no rosto e cabelos desgrenhados. Zeca não escreve sobre bonecas e o reino encantado. De guitarra em punho, não precisa gritar, para nos lembrar que o mundo é tudo menos um sitio perfeito, mas que juntos talvez consigamos fazer a diferença. E é nisso que acredito, antes de qualquer politiquice...


A ligação do trovador à natureza, seria inevitável, na sua forma de estar e na sua arte, aos 3 anos foi levado para África onde viveria algum tempo. Alguns dos seus discos, reflectem uma sonoridade experimental, legado que deixou ao sobrinho, João Afonso. Durante anos julguei-o meu conterrâneo como Paredes! Coimbra respira Zeca em muitos becos, mas a sua vida académica foi tão intensa, e mesmo com obrigações profissionais, fez questão de ter sempre a cidade dos chopais no coração. Curiosamente, cantando sobre os desfavorecidos, nasceu numa família que lhe proporcionou boa educação e boas condições de vida. Isso não fez dele autista ao país que amava, e ao apaixonar-se por uma mulher de classe social inferior, não hesitou em casar em segredo, contra a vontade de toda a família. Infelizmente o amor por Maria Amália não  para toda a vida! Por estar em Coimbra, Zeca começou pela canção da cidade, aliás o primeiro disco é-lhe todo dedicado  "Baladas e Canções" edição de 1964.


 O músico Júlio Pereira diz "Era um andarilho: andava por toda a parte, viveu em imensos sítios, ia às terrinhas, falava com as velhinhas, ouvia-as cantar - e tinha uma memória musical impressionante". Curiosamente, a censura deixou passar tantas canções de Zeca, talvez por não entender o que diziam entre linhas.

A editora Orfeu disposta a arriscar, lançou "Cantares de Andarilho", claramente um disco político. A vida de Zeca, virava um pau de dois bicos; o poeta deixava as letras romanticas da canção coimbrã, para começar lentamente pôr o dedo na ferida num país que há muito não sabia o que era liberdade. Idolatrado por uns, estava  na mira da Pide/DGS e chegou mesmo a ser preso. Os concertos de Zeca, davam quase sempre "molho"  com os núcleos de esquerda a convidá-los para espectáculos, conheceu alguns dos seus grandes amigos, como por exemplo, Vitorino. Na altura já estaria casado com a segunda mulher Zélia, santa, por lhe aturar tantos achaques.



Arnaldo Trindade, editor da Orfeu, "Era muito nervoso e quando ia gravar "Cantares do Andarilho" notou que se tinha esquecido dos comprimidos para os nervos - não vou gravar, não vou gravar. Mas Correia Oliveira, disse-lhe para tirar os sapatos e desatou a dar-lhe pancadas nos pés". Este é apenas um episódio, mas há tantos, a sua mania das doenças levava-o à paranoia. Nos hoteis não podia ficar virado para o lado da rua nem para os elevadores, senão não dormia. Tinha espasmos, contrações violentissimas e berrava de aflição. Sempre tenso, a matutar, a sua cabeça não parava e o sistema nervoso foi-se degradando. Às vezes pegava na sacola e como um vagabundo, saia de casa e ia dormir para o teatro da comuna, aliás já era "cliente habitual" ao ponto de perguntar "então onde é que vou dormir hoje?". Consigo levava o pijama, livros, folhas de poemas soltos, pão, Vaporil e folhas de eucalipto, por causa do seu problema de sinusite. Não era um homem prático, e a mulher Zélia transportava-o, porque não conseguia desenrascar-se sozinho. A ironia de tudo isto, quando estava realmente doente, como qualquer hipocondríaco, achou que não era nada.  
Faleceu em 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, às três horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica.  

Da sua discografia destaco:
  • Traz outro amigo também (1970)
  • Cantigas do Maio (1971)
  • Eu vou ser como a toupeira (1972)
  • Venham mais cinco (1973)
  • Com as minhas tamanquinhas (1976)
 Em 1985, é editado o seu último álbum de originais, "Galinhas do Mato", no qual, devido estado da doença, Zeca não consegue interpretar todas as músicas previstas. O álbum acaba por ser completado por José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas.

Aliás entre este ano e o próximo serão lançados pela Orfeu, 11 registos de José Afonso, remasterizados, apartir das masters originais, por forma reeditar com melhores condições sonoras a obra ímpar do cantautor. 


Sei que não gostaria de conhecer pessoalmente Zeca, mas hoje, sei ouvi-lo como nunca. E isso é o mais importante, o que deixou, a obra. Entendo na sua voz trémula, doce e harmoniosa, a história de todos nós. Não gosto de política, voto apenas por obrigação, mas noto que serão precisos muitos anos para sarar as feridas de um país que Zeca cantou como ninguém. Por isso lhes chamo canções intemporais, porque não devemos esquecer o passado, para evitar repetir os mesmos erros no futuro. Eu não sou nenhuma das mulheres que ele canta, mas essas mulheres estão na nossa raíz e só o compreendi com 35 anos de idade. Não direi tarde, mas levei um certo tempo....

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Gatos, Gatinhos e Gatões ...parte II


E continuamos em companhia felina....Amamos vê-los com elementos do sexo masculino, vulgarmente designados de "Gatões" ...
Não só derretidas ao ver os nossos amigos felinos, como babadas e os restantes exemplares .... dois em um .... O crime perfeito e por momentos esquecemos todas as sua imperfeições, traições, particularidades e ficamos deleitadas ....acompanhados de uma bela embalagem melhor ainda ...
Mas passemos as imagens e citando o  «cliché » - uma imagem vale mais que mil palavras ...


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Gatos, Gatinhos e Gatões ....parte I


Neste post, vamos ter um pouco de tudo... Gatos, Gatinhos e Gatões e as Catwomen que os veneram....
Sou amante de animais.... especialmente de gatos. Orgulhosa dona de três felinos ...
A minha paixão por felinos surgiu na minha adolescência, numa ida ao cinema com um grupo de amigas, só por curiosidade o filme era a « Proposta Indecente » tudo a ver, pois claro então ....
À saída, vimos uma gata com os seus filhotes, e assim nasceu a minha paixão. Não cheguei a resgatar nenhum desses gatinhos, mais tarde, veio a minha primeira gatinha, baptizada de Diana, homenagem a Lady Di .Digo-lhes que ate hoje com os seus  pesados 18 aninhos continua uma Lady. .Sempre muito elegante e senhora de si mesma,  nos tempos de juventude tivesse dado ares a uma outra Diana, a Deusa da Caça. na perseguição à minha «turtle», a todo e qualquer insecto, e sofrido com isso com o olho inchado por causa de uma mordidela.Caçava também bacalhau e todo o peixe que era deixado inocentemente em cima da mesa. Ainda hoje continua com o faro bastante apurado, embora tenha deixado já as acrobacias, essas e outras mais que envolviam fugir para os telhados e casas de vizinhos ....


O felino que se segue, será Mike, assim baptizado devido a elemento de uma boyband, mas com desenrolar da história viria a aproximar-se mais do George Michael, enfim talvez  o mais mimado... e da sua grande amizade pelo gato da vizinha do lado ... enfim ...As suas historias não envolvem bacalhau mas sim chouriços pendurados no fogão .... Sente -se atraídos por eles ....  Mais sociável de todos... um verdadeiro « Maria vai com as outras»... e muito persistente ....


A Joaninha tem um historial mais dramático. Estará sempre no meu coração! A minha gatinha vampira e adorava dormir junto ao meu pescoço e nos meus sovacos, muito curiosa, facto que pagou caro.
Sociável e arraçada de cadela, adorava brincar de bolinha de papel,  muito fotogénica,  facto comum aos restantes ....

A doce Amélia, foi amor à primeira vista. Uma bolinha de pêlo branquinho mas já com os grandes olhos azuis. O nome caiu-lhe como uma luva, pois toda ela é pose, e nasceu para ser alvo dos meus clicks fotográficos, é a rainha cá de casa. Esta não caça bacalhau nem chouriços, é mais vegetariana, adora uma boa folha de alface. 

Os gatos são uma companhia maravilhosa para o ser humano em qualquer fase das suas vidas. Eles dão carinho, amor atenção incondicional.Torna-nos mais humanos, sensíveis e quase parece que eles são os donos, e nós, os seus humildes servos ...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Congratzzzz, YSL!


Nascia hoje, Yves Saint Laurent, 1936 na Argélia dominada pelos franceses. A mãe, grande mentora, despertou-o para a moda, a sorte estaria-lhe destinada ao trabalhar para Christian Dior com apenas 17 anos. Aos 21 anos, pela morte de Dior, assumiria uma das maiores casas em todo o mundo, mas seria sol de pouca dura. Infelizmente, convocado pelo exército francês durante a Guerra de Independência da Argélia, a experiência traumática, valeu-lhe um esgotamento nervoso. 


Porque há males que vêm para o bem, de regresso à vida civil, St. Laurent  deixou a Dior e fundou a sua própria marca, YSL, financiado pelo companheiro Pierre Bergé. Embora a relação amorosa durasse cerca de 10 anos, profissionalmente continuariam parceiros durante mais de trinta anos.

O que destingiria YSL das outras marcas?



Entre os anos 60/70 já era reconhecida em todo o mundo como uma marca que imprimia conforto e sofisticação. O ponto alto foi, sem dúvida, a criação do smoking feminino, a mudança de mentalidade e as mulheres começavam a trabalhar de calças.YSL, a marca luxuosa, preocupava-se em chegar a outros públicos, e em 1966 popularizou o termo "Prêt-à-Porter", o mesmo é dizer, peças de bom gosto a preços mais acessíveis, distantes dos praticados na sua boutique "Rive Gauche", em Paris.


Em Janeiro de 2002, St. Laurent deixou o mundo da moda, durante a apresentação do desfile, retrospectiva de todas as suas criações, ao longo de quarenta anos de carreira.Em 2008, 71 anos de idade, morreria na capital francesa, vítima de cancro cerebral.


As mulheres de todo o mundo agradecem-lhe eternamente a devoção, não só por nos tornar mais bonitas mas confortáveis, provando-o com a sua visão moderna, sem nunca deixar de ser um clássico. 

Numa entrevista cedida em 1983, fica a dica do mestre "A woman’s wardrobe shouldn’t change every six months. You should be able to use the pieces you already own and add to them. Because they are like timeless classics.”