segunda-feira, 16 de julho de 2012

# Movie Screen Caps



"Devil Wear Prada"

Vera Wang enfrenta novo desafio!


Vera Wang, estilista celebrizada pelos vestidos de noiva mais elegantes do mundo, divulgou  hoje divórcio do companheiro e sócio há 23 anos, Arthur Becker. Os fãs não se inquietem, tudo se manterá no seu império construído a pulso. E quem sabe, talvez fique com mais tempo para se dedicar à carreira, em período de "luto", dizem os entendidos, parar é fatal. Em momentos de provação, em trabalhos menores, Vera nunca abrandou.


Admiro-a desde o documentário no Biography Channel. A chinesa, cedo rumou a Manhattan, e dinheiro não foi propriamente um problema na sua vida. Entre os estudos, dedicava-se à patinagem artística e, com o inato talento para ser boa no que fizesse, destacou-se entre os cinco melhores do National Champinships norte americano. A verdadeira paixão, a moda, levou a melhor e seguiu para a revista Vogue. É bem possível que tenha servido cafés nos primeiros tempos mas a "sede" de aprender superava o orgulho.  Durante 15 anos esteve na revista mais "fashionista" de sempre, formou-se, trabalhou horas a mais mas aprendeu o que nenhum curso jamais ensinaria. Conta, tantas vezes esquecia-se de depositar os cheques com o salário, mais tarde encontrava-os perdidos entre a mobilia da sua casa de solteirona desarrumada.


Em 1987, já com 38 anos , desafia-se e deixa parte do que construíra para trás. A proposta, irrecusável, trabalhar para Ralph Lauren, como directora de criação de acessórios. Mas tudo mudaria ao planear o casamento com Arthur, desesperava procurava o vestido perfeito, sem sucesso. A grande oportunidade de negócio mesmo em frente aos seus olhos e um mercado por explorar. Em pouco tempo, com a ajuda financeira do pai e o marido como sócio, abriria a primeira loja em Madison Avenue e o resto é história.


Distinguindo-se pela classe, distinção e sobriedade, Wang conquistou a nata do social; Mariah Carey, Sharon Stone ou Jennifer Garner, uma pequeníssima amostra de individualidades que constam na sua lista de clientes. As noivas deixariam de parecer uns "Muffins Gigantes" mas deixariam, até o sr. Padre de olho no belo modelito. É impossível ser-lhe indiferente!


Seguiu a tendência dos seus parceiros de profissão, extendendo a marca a lingerie, joias, productos para casa ou perfumes. E como tantas outros, também já vestiu a boneca mais famosa do mundo, Barbie.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Recomeçar de novo.... That´s not so trendy ...


 «A Delicadeza», o novo filme de Audrey Tautou, a famosa «Amelie» apesar de ter participado em mais filmes entre os quais «O Código da Vinci», ficará sempre conhecida por essa mítico personagem, assim como Daniel Radclffie como o jovem feiticeiro «Harry Potter».
Uma jovem tem tudo para ser feliz mas de um momento para outro, tudo muda, quando perde o marido. Esta súbita mudança faz com que ela embarque numa viagem pelo complicado processo de luto de alguém que ama.
Fase depressiva, solitária, a derradeira aceitação do facto e o recomeçar de novo.
Podemos definir-lo como drama romântico, salpicado de momentos cómicos protagonizados pelo par romântico algo «sui generis ».

Um filme de grande carga dramática, simples e complexo ao mesmo tempo. Podemos dizer que «vive» e segura o espectador mais pela actuação da protagonista e suas desventuras do que pelo argumento, particularmente vulgar. No entanto, ao vê-lo lembrei de outro «P-S: I love you», aborda a temática do luto de uma jovem e do seu caminho de volta à vida, neste caso através das cartas deixadas pelo marido. Apesar de possuírem a mesma carga dramática, há diferenças óbvias.
 «A Delicadeza», francófono e  «P.S: I love you», norte americano. Ambas as produções reflectem distintas dinâmicas e estéticas,  na escolha do casting dos protagonistas, em que Audrey Tautou ganha em graciosidade a  Hilary Swank.

Ambos têm presente a força e a delicadeza da vida, do amor e dos momentos únicos que perdemos e nunca mais  encontramos. Porque cada momento é único, cada pessoa é única e cada amor é único e irrepetível uma, duas, três ... será sempre único.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Another love story ....

O post de hoje é sobre o novíssimo filme do Nicholas Sparks, «The lucky one». na versão lusitana - Um Homem com sorte.
Devo dizer sem vergonha que gosto de todas as adaptações ate agora feitas. São de lágrima fácil mas eu gosto.
Em todas as historias há elementos comuns: são passados em localidades costeiras ou com acesso a rios ou riachos,; temos presente as relações familiares e os seus dramas, a potencial historia de amor impossível ; a perda dos entes queridos seja por doença, guerra ou acidente geralmente envolvendo agua e talvez o mais importante a recuperação após a tragédia que gere assim a moral da historia.
Ao conjunto de todos estes elementos chamamos :Vida. Assim creio que o sucesso dos livros e posteriormente dos filmes, assenta na identificação que nós meros espectadores sentimos pelas personagens, pelos seus dramas, sentimos menos infelizes pois também os outros sofrem, amam e perdem  como nós.
O novo filme tem todos estes elementos, a historia desenrola-se a volta de militar que é salvo de uma explosão por uma fotografia. Esta torna-se no seu amuleto e quando regressa a casa decide procurar a jovem. E assim a encontra ...
Como todos os filmes deste autor tem uma excelente fotografia quer a nível das localidades quer a nível da qualidade da imagem em si.
Protagonizado pelo jovem conhecido pela sua participação em «High School Musical», e muitas outras comédias, Zac Efron.
O jovem encaixa bem no papel do soldado em busca de um sentido para a vida e redenção e acaba por ajudar a si próprio assim como a jovem da foto em enterrar fantasmas e recomeçar a viver ...

Da banda sonora faz parte uma das minhas musicas preferidas dos últimos tempos , «The Story»  by Brandi Carlile, assim como a do The Fray «You found me » mas que aparece somente no trailer do filme ...

Um filme ideal para uma «girl night out »...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Uma outra Branca de Neve ...

De volta aos meus pseudo-posts cinéfilos, com o novo filme " Branca de Neve e o Caçador" ...
Nos últimos tempos, temos assistido ao regresso dos «fairy-tales». Temos series de televisão que exploram a temática, assim como filmes . Houve há pouco tempo um outro filme que explorou o mesmo tema . Ao contrario deste que surpreende com uma Branca de Neve corajosa, guerreira e desenrascada e alternativa, na outra apesar de seguir basicamente a historia é bastante fraco, nem mesmo a interpretação de Julia Roberts como Rainha Má salva o filme.

Este é uma versão alternativa da mítica historia, uma Branca de Neve guerreira e muito independente, um caçador com coração de manteiga mas contudo amargurado, os anões aqui são oito originais e carismáticos, um Príncipe Encantado com um papel muito apagado. Porém a Rainha Má interpretada pela Charlize Theron excede as expectativas como vilã. O que tem de bela tem de má .

A fotografia e efeitos especiais excelentes para este tipo de filme, embora tenha gerado alguma polémica aquando do casting dos anões .

Ao vermos esta película, vêem -nos a mente outros filme como Joana d'Arc e o Lord of the Rings e tantos outro filmes de contexto medieval e fantástico.

A mitica« Bella Swan» do universo «Twilight», encaixa perfeitamente, como Branca de Neve, embora  o público feminino  fique muito mais fascinada com o Caçador  em detrimento da  figura do Príncipe Encantado.

Uma das surpresas do filme é o seu desfecho, deixando em aberto um final deveras diferente do clássico «fairytale»...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Um Museu muito «Trendy»

O texto de hoje debruça-se sobre o design, moda, estilistas, exposições e museus. Não vai ser uma longa lista de definições e conceitos mas antes uma pequena «acha» para que quem quer que seja que esteja a ler este pequeno texto se sinta um pouco curioso ou como dizem os detentores da língua inglesa « just a litle a bit curious about » o museu que abriu portas já algum tempo na baixa lisboeta, na Rua Augusta.

No MUDE, assim é designado o Museu da Moda e do Design, encontramos uma arquitectura fora do comum, o edifício, que anteriormente era instalações do extinto Banco Nacional Ultramarino, apresenta se sem qualquer  obra feita ( aparentemente). Vemos as paredes em cimento, e a estrutura do banco reaproveitada ... Na estação de metro da linha amarela Quinta das Conchas, também encontramos parcialmente este tipo de «arquitectura/design.»

Encontramos uma pequena historia da moda e do design, acompanhos por factos históricos dominantes de cada época.
A banda sonora também ela é perfeita, percorremos o piso térreo ouvindo os Beatles, Rolling Stones ...
Aquando das primeiras visitas ao MUDE, lembro de ter visto um sofá feito de peluches , que achei um verdadeiro mimo, assim como a historia da cadeira protagonista de um discurso entre Nixon e Kennedy.( historia esta que contarei noutro «post»)

Encontramos vestidos de grandes criadores como Vivianne Westwood, Versace, Lacroix, assim como os portugueses Ana Salazar e Tenente.

Umas particularidades do MUDE, é a sua variedade e polivalencia, encontramos assim objectos como o «clip», o «post it» e ate as «Tupperwares» ao lado de alta costura e mobiliário altamente excêntrico mas que qualquer um de nós adoraria ter na nossa casa...

Há uma exposição «pseudo»  permanente, digo isto, pois algumas peças vão rondando entre si. E exposições verdadeiramente temporárias, actualmente encontramos  « Diz  de quem gostas? Dir te hei quem és ?
 As inspirações, motivações e objectos fetiches de vários estilistas portugueses como Ana Salazar, Luis Buchinho, StoryTailors, Filipe Faisca, Katy Xiomara, Tentente , Fátima Lopes... entre outros ....


Pessoalmente, gosto dos StoryTailoirs, pela excentricidade e originalidade . As suas peças parecem ter saído do universo onírico dos contos de fadas e universos fantásticos ... O que não será de estranhar pois ambos tem como referencias o alucinado realizador Tim Burton, e filmes como Dracula, Alice nos País das Maravilhas e Marie Antoinete .  Florbela Espanca e Fernando Pessoa são os poetas de eleição.
Um outro estilista a referir é Filipe Faísca, por dar as suas criações um ar androgeno... O próprio refere que o que mais gosta nos Homens é o seu ar de feminino e nas Mulheres o seu ar masculino ...


Independentemente de sermos « fashion victims» ou simplesmente curiosas da moda, uma ida ao MUDE, é sempre um  passeio «very much trendy»  ...




segunda-feira, 21 de maio de 2012

O estranho mundo de Tim Burton

Devo confessar que sou uma admiradora do realizador um pouco «sui generis». Os seus filmes são de uma originalidade incrível. Fantásticos, loucos, mas com uma pitada de infantilidade ...
Temos esqueletos que amam e vivem como os nós, monstros com coração, vampiros que querem ser humanos, espectros com cabeça de abóbora, enfim um sem numero de personagens macabras .... Mas nem só de filmes fantásticas vive a filmografia de Tim Burton, temos filmes como o «Big Fish»,  «Pee- Wee's big adventure », que teem uma dose de fantasia mas fogem da regra fantástica - macabra .

O mundo de Burton o estranho é norma e o normal é maçador e aborrecido, aprendemos que sob o nosso mundo vive uma outra realidade ruidosa e colorida, onde os vivos e os mortos se divertem ...

 Nos filmes encontramos desde algum tempo a mesma equipa, quer no que diz respeito ao responsável pela musica, Danny Eflman, quer no diz respeito aos seus actores fetiches: Jonnhy Deep e Helen Bonham Carter. Esta sua esposa desde 2002 e mãe dos seus filhos.

O seu ultimo filme, «Dark Shadows» é sobre um vampiro que acorda em 1972, depois de uma longa sesta de 200 anos provocada pela maldição de uma bruxa ressentida ...
Sem deixar de ser um filme de autor, é divertido, muito bem humorado, romântico ... È para todas as idades tem momentos mais infantis, uns mais rock com a actuação de Alice Cooper e uma banda sonora muito «seventies» que até soa estranho num filme destes.
Para alem do elenco «habitué» temos Michelle Pfeiffer, Eva Green, Jonnhy Lee Miller e Gulliver Mcgrath  ... O elenco esta a vontade naquele mundo fantástico e completamente alucinado ... 
Como disse num post anterior, aquando a visualização deste filme, esquecemo o nosso mundo e voltamos a ser crianças e voltamos acreditar em vampiros, bruxas e fantasmas ....

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O cinema como escape a realidade «not so trendy »

Vivemos numa sociedade, dependente da  imagem - e o cinema uma arte integrante da cultura -  denominada de massas desde das últimas décadas do século XX.
O texto de hoje refere o papel do cinema como fuga a realidade «not so trendy» ...

A principal função do cinema é divertir o público e transpo-lo para uma realidade alternativa.  Recriando tempos, épocas históricas, levar-nos pelos reinos de fantasia, a viajar no espaço, descobrindo novas galáxias e outros mundos ou muito simplesmente recriar o quotidiano de todos nós.
Independentemente do cenário e argumento, a finalidade esta lá.

Nos anos 40 do século passado ( esta expressão para mim soa sempre ao século XIX, e não ao XX mas enfim ...) o cinema tinha então, a não somente,finalidade de informar as massas como também de formar as consciências das mesmas.
O cinema, o teatro e a rádio eram um meio de propaganda do regime, logo assim condicionado por circunstancias ideológicas próprias. 
O género que melhor servia o carácter propagandista do regime não eram propriamente os documentários e o cinema dito ambulante ou filmes como «Feitiço do Tempo»e a « A segunda viagem triunfal » mas sim as comédias portuguesas dos anos 30 e 40 , como « A canção de Lisboa», «O pátio das cantigas » ou «O Costa do Castelo».  Estas comédias serviam para a conversão, integração e reintegração da ordem social, politica e cultural. Representavam os mitos fundadores do regime, recriando uma realidade alternativa num mundo que passava pela II Grande Guerra e uma neutralidade ambígua. Tudo era feito para que o espectador fosse de encontro ao conceito de felicidade do regime Salazarista que se baseava no valor da terra, das tradições e conservadorismo.

O regime mudou, o mundo mudou e evoluiu mas o cinema continua a ser um escape a realidade não tão directa como nos anos 30 e 40 mas agora como acto social, escape da solidão, ocupação de tempo livre, como terapia para esquecer algo ou alguém, procurar um sentido para a Vida, em busca de conselhos ...

Enfim uma ida à sala de cinema significa tanto...quer estejamos sozinhos ou acompanhados! É uma viagem no tempo e espaço, porque durante aquelas horas esquecemos que o mundo existe, os problemas, as desilusões e sofremos com as personagens, e até no identificamos com elas. Aprendemos lições e saímos de lá  mais satisfeitos com a nossa realidade que nada mudou, mas uma coisa em nós se transformou, saímos mais felizes e sonhadores, pois é essa a principal finalidade do cinema : fazer- nos sonhar com um mundo melhor ...


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Vidal Sassoon, Once Upon a Time, a Hairdresser...


...transformaria completamente o conservadorismo no que aos penteados femininos diz respeito. Descrito como o homem que mudou o mundo com um par de tesouras, Vidal Sasson, o mais famoso cabeleireiro deixou-nos com 82 anos, causas naturais. Interessante, no meu imaginário de "gaiata" houve nomes que se fixaram à minha memória como pastilha elástica atirada por um desconhecido, ao cabelo de alguém numa sala de cinema escura. Posso citar: Pierre Cardin, Gloria Vanderbilt e Vidal Sassoon. Talvez se explique pelos anúncios na TV, passavam com frequência, quem sabe a minha mãe usasse o perfume do cisne da Sra. Vaderbilt e uma coisa é certa, tinha um fio Pierre Cardin, que eu perdia horas a observar pelo logotipo e a forma engenhosa como o "P" e o "C" encaixavam tão bem numa só peça.


Adoro cabelos curtos, e quando uma mulher é de feições bonitas, só irá valorizar o rosto. Deixem os cabelos longos para as menos abonadas pela beleza e os machos que se regozijem com os cabelos esvoaçantes. Em criança, forçada ao penteado "tigela", estaria longe de imaginar, o nome técnico "Bob" e era o último grito da moda. Na altura não fiquei nada feliz, a gordinha com óculos de massa e penteado à "frade", fotografada num estúdio profissional, para a posteridade. Já com vinte e tal anos, apaixonei-me pelas formas geométricas e simples criadas por Vidal Sassoon nos anos 60 e que levaria muitas estrelas a arrojar no penteado. Por cá, até Amália Rodrigues, arriscou uma naifada tal, alvo de muitas críticas. A Diva do Fado respondeu, se as pessoas gostarem de mim pelo meu corte de cabelo e não pela música, é muito mal sinal.


Nascido em Inglaterra, de origem judia, pertencia a uma família muito pobre e foi levado para um orfanato até aos sete anos de idade. Aos 14 anos quis o destino que começasse a aprender a lidar com cabelos, e imediatamente se transformou numa paixão. Confessa, o seu grande mentor Raymond Bessone do salão Mayfair, local que lhe deu a oportunidade de experimentar as várias técnicas, até chegar ao que seria o seu estilo particular. Vidal Sassoon abriria o primeiro salão em 1954, Londres. Dez anos mais tarde surge o corte que o definiria como o mais inovador cabeleireiro de sempre, "Bob". Curto, geométrico, praticamente livre de laca, e pela primeira vez as mulheres saiam dos salões de cabelos soltos, lisos e com brilho natural.


Mia Farrow não hesitou num corte radical, curtinho, ao que se poderá chamar "à escovinha", realçando-lhe os traços faciais e acima de tudo, um estilo prático para a mulher moderna que se emancipava por essa altura. Nos anos 80, Sassoon, especializou-se em Shapôos e amaciadores e o icónico slogan «if you don't look good, we don't look good» ficaria no ouvido. Aproveitou ainda para espalhar os seus salões por vários países, até 2003, decidiu dissociar-se da sua própria marca por questões legais.

Sassoon morreu hoje, na sua casa em Los Angeles, mas para quem quiser saber um pouco mais do hairdresser, foi realizado um filme/documentário em 2010 e relata a importância / influência desta personalidade para os que  têm a mesma paixão por cabelos...cabeleireiros ou não!


Vai de Retro ou Vintage?


Comprar em segunda em mão, continua a ser visto com uma certa repugnância pelos portugueses. Numa teoria de "alguidar" diria tudo isso dever-se a um historial, ainda demasiado presente, de pobreza franciscana, levando-nos a um frenesim do consumo esbaforido, compensando, assim, as faltas de outros tempos. 

Há uns bons anos atrás, em Londres, deparei-me com lojas em segunda mão. Tantas, em locais centrais da cidade, e por lá, viam-se todo o tipo de pessoas, sem qualquer preconceito, apreciando o que chamamos de peças "Vintage". A loja «A Outra Face da Lua» em Lisboa viria a mudar um pouco esse mentalidade redutora, só o "desgraçadinho" compra em segunda mão, quando muitas vezes o prazer de percorrer estes espaços, é encontrar precisamente peças raras, antigas e que imprimam ao guarda-fatos um traço pessoal. Nem todas querem ser bonequinhas "made in Zara"!

É no entanto, importante definir duas diferenças essenciais; vintage e retro, os especialistas dizem que os conceitos muitas vezes se confundem, mas são coisas diferentes.

Vintage é mais do que usar determinada peça, mas todo um "lifestyle". Usam-se trajes, desde os anos 20, até aos anos 60. Alguns estilistas atribuem o termo ao que se fez nos anos 80 e 90. Recuperam-se peças antigas, isso é vintage, sem dúvida. Se por outro lado, do novo se faz velho criando uma aparência antiga, isso é Retro. Concluímos, as lojas que encontramos nos centros comerciais estão cheias de roupa com tendência Retro. Porém, quem verdadeiramente vive num universo Vintage, percorrerá as lojas de todo o mundo, procurando roupas não só datadas e que se mantenham impecáveis, e pelas quais pagam verdadeiros balúrdios.

O exemplo mais mediático de estilo retro/vintage, Amy Winehouse, mas prefiro a bela Dita Von Teese, inteligente, pioneira no uso de peças antigas, lembrando Divas de Hollywood do cinema dos anos 40.  Em torno dessa  imagem, segundo confessa é também o seu "lifestyle", começou por apresentar espectáculos de Burlesco.


Heather Renée Sweet, o verdadeiro nome de Dita Von Teese, a mulher que recuperou um espectáculo de nudez,  com beleza, subtileza, classe e muito bom gosto. O Burlesco, a arte do bem despir,  terá caído nas ruas da amargura quando tudo se vulgarizou nos anos 60/70 e as "gajas descascadas". Caminhávamos para a sociedade do "aqui e agora" e não faria sentido pagar uma hora de espectáculo para observar uma mulher despir-se ao ritmo de um caracol. Porque alguns de nós estão cansados da vulgaridade e gratuitidade, Dita Von Teese surge nos anos 90 para recuperar uma arte perdida, shows de Burlesco. Fê-lo tão bem, singrou ainda como modelo, actriz, e embora não tenha sorte aos amores, os negócios correm-lhe de feição.

O seu número mais conhecido, vê-la dentro de um copo de Martini gigante, sorrindo, marota, ao público. Musa de muitos estilistas, é certo que usará muitas peças retro, mas é claramente uma mulher que vive numa outra realidade, algo Vintage. Donzelas parecem frágeis como cristal, mas por dentro, uma vontade de ferro, lembram esses senhores machistas, que não...isto não é um mundo de homens e as mulheres não servem apenas para o embelezar!

domingo, 6 de maio de 2012

G-Star Raw no Colombo


Até arregalei os olhos! Grandes cartazes no Centro Comercial Colombo, anunciam G-Star Raw, com um dos homens que acho mais interessantes à face da terra, Vincent Gallo. 


Desde a sua criaçao em 1989, a g-star caracteriza-se pelo seu estilo inovador e vanguardista no mundo da roupa de ganga. O acabamento "tosco", rudimentar e básico da marca permitiu que a g-star conseguisse o seu estilo unico e pouco convencional.A marca g-star é fiel a um estilo intemporal, futurista e cauteloso. De grande alcance e experiência, alternativa e tradicional. A G-star cria excêntricas combinações sem perder a sua autenticidade. Sempre contra tendências. 


A campanha em questão, remonta a temporada Inverno 2011, but who cares?? A ganga é intemporal e o Vincent Gallo parece sempre vindo de outro planeta, portanto, é um regalo vê-lo em grandes cartazes com uma magnífica fotografia da responsabilidade de um outro indivíduo que muito admiro,  Anton Corbijn.


Vejamos centros comerciais, grandes aglomerados, casais enamorados, famílias numerosas, aquele brruuuahhh intenso, os apertões, a fila para ir ao WC, é uma espécie de claustrofobia maléfica que se apodera de mim, e basicamente, apetece-me começar ao "biqueiro" a toda a gente.

Mas a última vez que estive no Colombo, mudar de mesa porque tinha um grupo de chineses a falar mesmo em cima de mim, foi apenas um detalhe, porque havia Vincent para contemplar e quem sabe umas Jeans G-Star Raw para me ofertar a mim mesma, visto que estou com espírito de aniversariante.

Anton Corbijn, tem um trabalho admirável, já esteve em Lisboa a fotografar porque gosta da textura da nossa cidade. Trabalha com os maiores na indústria porque as suas imagens que são sempre uma marca muito pessoal. Experimentou-se na sétima arte com «Control» essa obra de arte, conta a história dos Joy Divison, centrada no então líder Ian Curtis. 


Quanto a Vincent, actor, músico e também realizador, diz ter "lixado" a sua carreira com a aposta em «Brown Bunny». No nosso Portugal, chamar-lhe-íamos filme à "Manuel de Oliveira", pela cadência de imagens algo estáticas, nos Estates, é um "Road Movie", uma estrada (road) que poucas vezes se vê, focando-se no condutor e nas suas expressões ao longo de uma viagem que parece não ter destino. À venda na Fnac por 5 euros, não se deixem desiludir pelo baixo preço, o filme vale mesmo a pena, é preciso muita disponibilidade mental e sensitiva para tal. Mas Vincent Gallo pode parecer quase sempre um "calhau com olhos", mas se observarmos profundamente o seu trabalho, percebemos que há uma sensibilidade à flor da pele,  que se diverte a disfarçar na faceta "parvalhão".

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Boinas, mini-saias e xadrez ...a «trendy» mix ...

Aqui estão três constantes do meu guarda-roupa... Posso ter mudado de estilo mais formal quando a ocasião assim obriga, mais desportivo ou o meu favorito, relaxado e muito prático ...
As boinas já tiveram o seu protagonismo, o «post» de hoje incide sobre as mini-saias e o padrão xadrez.
Belas e sedutoras as mini-saias são sempre um regalo para os olhares masculinos, independente da formosura feminina. Acompanhadas por uma botas de cano alto, para um look mais sensual ou simplesmente acompanhas por uns ténis ou botins num estilo jovial ou irreverente.
Mini-saias em uniformes colegiais, lembra as ingénuas/provocados «lolitas», alvo de fantasias sexuais para senhores atinados que num ápice desatinam com tão despudorada visão.

A mini-saia deve os seus créditos à estilista Mary Quant, nos 60's, mas há quem defenda que foi Helen Rose a pioneira, na elaboração do guarda roupa para o filme « Forbidden Planet »  em 1956.
A subida da altura das saias foi uma grande vitória para as mulheres do mundo ocidental.
Nos últimos anos dá-se o abandono dos espartilhos e armações de vestidos «trendy» dos séculos XVIII e XIX; rectos e pouco abonatórios das formas femininas. Surge a  aparência androgina; as gravatas, coletes e fatos, mas a revolução acontecia quando meninas atrevidas deixavam à vista desarmada mais de meia perna ao leu em mini-saias de deixar os olhos em bico. É só escolher,  há de todas as formas, feitios e padrões clássicos ou psicadélicos.

Pessoalmente as minhas preferidas são as de ganga com certos rasgos e alguns acrescentados pela minha querida homónima felina, e as de padrão xadrez, aliás padrão esse presente também em calças e algumas blusas. O padrão xadrez, designado - escocês - tem a sua origem nos kilts, saias «ditas» masculinas que fazem parte do traje tradicional escocês. A cada família corresponde um padrão. Os vermelhos a família X, os azuis a família Y.



Seja para distinguir as famílias escocesas seja como elemento de status social como acontece com o uso do padrão xadrez como «ex-libris» da marca Burberrys. As origens remontam ao século XIX , Thomas Burberry, o fundador, chamado pelo exército inglês para criar um casaco para os oficiais,  antecessor do «Trench-Coat » - casaco das trincheiras assim designado, como o evoluir dos tempos se veio a tornar numa peça ícon não só da marca, como presença «habitué» de qualquer guarda-roupa,  feminino ou masculino. Do uso meramente militar, é ainda hoje peça essencial no guarda roupa de qualquer pessoa. E claro, o cinema não lhe ficou imune, são míticos alguns «Trench-Coat» em clássicos  da sétima arte «Casablanca», é somente o caso mais flagrante.